XII
(De repente, o café tornou-se cósmico.)
Vais perguntar outra vez porque existes?
Para quê? Para ficares com os olhos do tamanho de ilhas tristes?
Pois não sabes que já milhões como tu e como eu
pediram em vão às aves
que procurassem nas nuvens aquela Porta
de que nem a Morte tem as chaves?
E quem a abriu? Quem sabe que Porta é?
(Rapaz! Mais um café!)